A pílula contracetiva - Parte I: Informações essenciais sobre a pílula

sexta-feira, julho 11, 2014 Ariadne 0 Comments




Hoje começo uma série de posts sobre as vantagens e os possíveis efeitos secundários do método contracetivo mais popular entre a população feminina. Vão estar presentes alguns termos técnicos que eu vou tentar explicar/simplificar ao máximo, mas qualquer questão, sobre termos técnicos ou mesmo dúvidas sobre a pílula, é só deixar em comentário ou enviar por mail que eu tenho todo o prazer em esclarecer.





O termo "pílula" é utilizado para descrever tanto as pílulas combinadas como as minipílulas. As pílulas combinadas contêm um estrogénio e um progestgénio; exemplos de nomes comerciais deste tipo de pílulas: Harmonet, Minigestte, Yasmin, Yaz, Minulet, Tri-Gynera, Trinordiol, etc. As minipílulas contêm apenas um progestagénio; exemplo: Cerazette.
As hormonas da pílula combinada previnem a gravidez de três formas diferentes: impedindo que os ovários libertem um óvulo (se for fecundado durante a relação sexual dá origem a uma gravidez); tornando o muco do colo do útero mais espesso, o que dificulta a entrada do esperma no úter (local onde a fecundação ocorre e onde o feto cresce durante a gravidez); e tornando mais fino o tecido que reveste o útero, o que evita a implantação de um óvulo fertilizado. A principal ação da minipílula é tornar o muco do colo do útero mais espesso, impedindo desse modo a passagem do esperma.

Existem muitos tipos de pílulas disponíveis no mercado. As diferentes formulações variam no tpo e na dose dos seus componentes hormonais, na forma como são tomadas e nos seus efeitos não relacionados com a contraceção.

A pílula foi introduzida como método contracetivo na década de 1960. Quando tomada da forma indicada, a pílula é um dos métodos mais fiáveis para a prevenção de uma gravidez não planeada.
A pílula só é eficaz se for tomada corretamente! É importante tomar a pílula todos os dias por volta da mesma hora; caso se falhe a toma de uma pílula, deve-se consultar o folheto informativo para saber como proceder (depende de quantas horas passaram desde aquela a que a pílula devia ter sido tomada), ou contactar um profissional de saúde.

Outra nota deveras importante: a pílula protege contra a gravidez, mas não contra as infeções sexualmente transmissíveis! Apenas um método de barreira, como o preservativo, pode proteger tanto a mulher como o homem contra este tipo de infeções.

A pílula pode ajudar a regularizar e a reduzir o período menstrual.
O Risco de cancro, em geral, pode ser inferior em mulheres que tomaram a pílula. A pílula parece ter pouco ou nenhum efeito sobre o risco de cancro da mama, mas pode estar associada a um aumeto do risco de candro do colo do útero (abordarei este assunto mais tarde).

Durante os três primeiros meses após o início do tratamento com a pílula, a mulher poderá sentir feitos secundários pouco significativos e de curta duração, tais como náuseas, tensão mamária e dores de cabeça, para além de alterações no período menstrual habitual. Na verdade, porém, muitas mulheres não apresentam quaisquer efeitos secundários durante a utilização da pílula.

O tromboembolismo venoso é um efeito secundário raro, mas grave, que pode ocorrer em mulheres que tomam a pílula. O risco aumenta significativamente em mulheres fumadoras acima dos 35 anos.

A pílula é um método contracetivo prático e não invasivo, cujos efeitos são completamente reversíveis, o que significa que não afetará a capacidade de engravidar quando a mulher deixar de tomar a pílula. Na verdade, mais de metade das mulheres engravida nos 3 primeiros meses após a interrupação da pílula. Por isso, não se fazem mais aquelas pausas temporárias para manter a fertilidade ou por qualquer outra razão de saúde.

Algumas pílulas são indicadas pela sua capacidade de melhorar os sintomas emocionais e físicos relacionados com o ciclo menstrual em mulheres que escolhem a pílula como método contracetivo.
Além disso, algumas pílulas são indicadas para o tratamento da acne moderada em mulheres que escolhem a pílula como método contracetivo (estes aspetos também serão abordados nos próximos posts).

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