Ciclo da vida

sexta-feira, julho 18, 2014 Ariadne 0 Comments

O meu avô materno já tem mais de 90 anos. Naturalmente, nesta idade (se não antes) a saúde não abunda. Já tivemos um susto há uns meses quando teve gripe. Há dois, três dias foi para o hospital com uma dor muito forte nas costas. Fizeram-lhe uma série de testes, especialmente para determinar se a origem da dor era pulmonar, e não obtiveram resultados. A medicação que toma deixa-o sem forças nas pernas e eu avisei a minha avó para lhe reduzir a dose, uma vez que já estava melhor. Infelizmente não me ouviu, e ele ontem tinha tanta fraqueza nas pernas que caiu quando se tentava levantar. O D. e eu estávamos lá perto e fomos ajudá-lo a levantar, já que a minha avó não tem força para o levantar sozinha; a minha mãe também foi e ficou a ajudá-los depois.
Apesar de o meu avô estar melhor das dores e de ontem não ter ficado mal, a questão é que o meu avô está mais frágil do que nunca. O ambiente cá em casa é de má expetativa, pois estamos sempre à espera que o telefone toque e que seja o pior. A minha mãe está compreensivelmente em baixo. Odeio estas situações. Não me lembro da cara do meu pai no funeral da minha avó, sua mãe, e sei que sou eu que estou a bloquear as memórias.
Faz parte, tudo o que nasce um dia morre. Mas o sofrimento é algo que nunca entenderei.

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