Mudar de método contracetivo

terça-feira, julho 22, 2014 Ariadne 0 Comments

Já vos tinha dito antes que mudei de método contracetivo (ver aqui); mudei da pílula para o implante.

Comecei a tomar a pílula aos 18 anos, parei durante 3 anos, voltei a tomar durante outros 3 anos até que comecei a ficar farta de ter de tomar aquele pequeno comprimido todos os dias, à mesma hora, durante 21 dias, para 7 dias e recomeçar tudo de novo. Havia mesmo dias em que me esquecia de tomar à mesma hora, tendo até esquecido de tomar no próprio dia durante algumas vezes. Depois na altura da pausa, quando o período não aparecia da noite de sábado para domingo, vinha o stress (apesar de saber que era impossível estar grávida).

Comecei a pesquisar sobre outros métodos, especialmente de longa duração. Sei que não quero filhos nos próximos 4 a 5 anos, por isso, optei por um método contracetivo que fosse prático e de longa duração. Decidi-me pelo implante, marquei consulta de planeamento familiar, discuti a situação com o médico, ele concordou comigo e marcámos consulta para colocar o implante no primeiro/segundo dia do período (para se ter a certeza absoluta de que não estava grávida).

Nos primeiros tempos ainda tinha aquela sensação de que tinha a pílula para tomar e que me tinha esquecido, mas logo me lembrava que já não tomo a pílula.

A maior parte das mulheres tira o implante devido a irregularidades no padrão menstrual, ou seja, tem sangramentos incertos durante o mês e isso incomoda, é claro que sim; não saber quando se vai ter uma perda de sangue é muito chato. Felizmente, não faço parte desse grupo e nunca mais tive o período (ai que descanso!).

Estou de facto muito contente com a minha escolha. O mais-que-tudo estranha e não confia, mas a eficácia do implante é igual à da pílula, com a vantagem de as minhas dores de cabeça terem diminuído um pouco (não a intensidade - credo, isso continua igual! -, mas a frequência).

Para quem está interessado em mudar de método contracecional é sempre melhor falar com o médico primeiro. Mesmo eu que estou dentro do assunto e compreendo complicações e ramificações, discuti o assunto com o médico antes de mudar.

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