Aula VII

domingo, novembro 02, 2014 Ariadne 0 Comments

Ontem tive mais uma aula de equitação e foi ótima, fantástica, cheia de progressos.
A partir do momento que perdi o medo, nota-se que estou mais à vontade, não tenho medo de cair e isso faz com que progrida mais na aprendizagem. Isto já se notava na outra aula e ontem o instrutor decidiu que estava na altura de passarmos para a sela!!

Mostrou-me as diferentes partes, como ajustar os estribos, como subir. Fiquei tão orgulhosa porque consegui subir sozinha seguindo as indicações dele de como colocar os pés, as mãos e como fazer impulso para cima.
Ensinou-me a colocar os pés nos estribos (apenas um terço do pé está apoiado), e que o pé tem de fazer um ângulo de 45º com o cavalo, enquanto o calcanhar está a fazer força para trás e para baixo e o joelho está solto.
Sim, é diferente ter os pés apoiados; dá logo um bocado de equilíbrio, embora este ainda dependa muito da cintura e da posição dos ombros-cabeça-peito. Se sentir, e senti, que estou a perder o equilíbrio, posso apoiar-me um bocadito nos estribos para ajustar a posição do corpo na sela. Mas também é preciso ter os pés relativamente fixos, porque as pernas têm tendência a balançar quase desenfreadamente.
O terço do pé não fica sossegado e é preciso estar a ajustar constantemente o pé, e isto tem de ser feito sem se olhar, pois enquanto se está a passo não há grande problema, mas olhar para baixo para ajustar o estribo enquanto se está a trote ou a galope é equivalente a queda quase certa. Esta situação de o pé não estar no sítio e de as pernas não pararem quietas é completamente normal nas primeiras vezes. Se atinasse à primeira era uma cavaleira pródiga!

Portanto, feita a aprendizagem de como estar na sela, fizemos uns exercícios a passo, depois a trote e aprendi um trote novo. O trote é o andamento mais desconfortável; está-se constantemente aos saltos, a pélvis roça muito na sela, tem de se manter os braços quietos quando se está a segurar nas rédeas, mas é complicado porque estamos ali aos saltinhos no lugar. Ontem aprendi o trote levantado. Este vídeo mostra bem como deve ser feito.


Não o fiz bem à primeira, mas depressa aprendi os tempos e consegui fazê-lo bem durante um bocado. Os tempos: é um contar de 1-2-1-2-1-2 rápido; no 1 sobe, no 2 desce. Faz-se força no umbigo para subir, e os pés apenas dão apoio, não são eles que fazem a força para levantar do assento.
É tãaaaaaao mais confortável que o outro trote!! Gostei bastante! Não consegui manter sempre a posição das rédeas, mas uma coisa de cada vez.

Treinei também o galope em sela; só o tinha feito sentada na manta, sem apoio para os pés. Não o consegui fazer agarrada às rédeas; tive de me agarrar a uma quinta rédea, que é basicamente um cinto à volta do pescoço do cavalo que serve para dar apoio, já que não tinha os cilhões de ferro. Os pés estavam constantemente a fugir. Heis o que se passa na minha cabeça nestes momentos: "Cintura, cintura, cintura! Calcanhar para baixo.Cintura, cintura! Olha o gato tão fofo... Cintura, ombros para trás, peito para fora, olha em frente, cintura, cintura! Raio dos pés! Tenho de ajustar os estribos. Ai que lá se vai o equilíbrio!"

No fim, o instrutor deu-me o controlo da égua e estive a dar umas voltinhas em passo em redor do picadeiro.

A aula foi mesmo boa! Fiz imensos progressos. Não é fácil chegar ao ponto onde se consegue fazer trote sem se estar agarrado ao algo que dê estabilidade; tudo depende de nós! Mal posso esperar para conseguir fazer galope com equilíbrio. E quando já estiver mesmo confortável, com estabilidade, vamos passar aos passeios!! Mas isto é para daqui a uns meses.

E agora uma foto que encontrei algures na net.

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