Da passagem de ano

quinta-feira, janeiro 01, 2015 Ariadne 1 Comments

Sou sincera: a passagem de ano não é a festa do ano que não posso perder, ou deixar de celebrar; essa festa é o Natal. No entanto, não gosto de ficar em casa de pijama sem assinalar a data. Apesar de não ligar muito a este dia, acho isso deprimente. 

Este ano é a primeira passagem de ano que passo separada do D*. Não me estava a incomodar até ontem à noite; saí do trabalho às 22h, conduzi até à casa da sogra da minha irmã e, ao ver as estradas completamente vazias, pensando nas pessoas a fazer as suas próprias celebrações, comecei a pensar muito no D* e apercebi-me da falta que ele me faz, não só por não nos vermos há dias, mas principalmente por ser passagem de ano e, apesar de ser apenas mais um dia, de não estarmos juntos naquele momento em que um novo ano começa, naquele que é o primeiro de muitos beijos de um ano com promessas. Ele passou o Natal com a família e, como não trabalhou estes dias, conseguiu estar com os nossos amigos na última noite do ano. Liguei-lhe e falei com todos e o meu coração ficou pequenino; posso não dar muita importância à passagem de ano, mas custou-me imenso não estar a celebrar com eles, a comer, a rir, a partilhar. Também não ajuda o facto de o Facebook estar recheado de fotos de diversas pessoas com os seus mais-que-tudo, com ar de felicidade. Que bom para eles; para mim, nem por isso, deixou-me mais tristinha.
Passei então a passagem de ano com a minha mãe, a mãe e avó do meu cunhado, e uns vizinhos deles. Se foi menos animada? Foi, mas não foi má. Sempre foi melhor do que estar em casa, de pijama, a ver televisão e muito provavelmente a dormir à meia noite, como a minha mãe queria. A pior parte: a televisão seeempre na TVI, a ver o degredo. 

Não cumpro as típicas tradições de Ano Novo: não como as passas (não sou grande fã, mas vá, come-se), não uso roupa interior azul nem estreio roupa interior nova (simplesmente esqueço-me, e estive na Women's Secret ontem a olhar para cuecas novas!), dou um golinho minúsculo no espumante (não gosto de bebidas com gás), não salto para cima de uma cadeira (isso é uma péssima ideia! Uma pessoa pode cair e aleijar-se; não é a melhor forma de começar o ano hehehe), nem bati com tampas de panela (não sabia que isso se fazia).

Resoluções, não as tenho. A razão é a mais simples do mundo: não as cumpro. Posso ter alguma vontade no início do ano, mas depressa se desvanece. Há uns anos mudei a forma como escrevia as resoluções; deixei de escrever "Vou fazer" para "Vou tentar fazer". Resoluções podia escrever as mesmas todos os anos, já que não as cumpro e, consequentemente, se mantêm. 

Objetivos ainda tenho de os escrever. Ainda não delineei quase nenhum, pois ainda estão muito pendentes de situações que se podem vir a desenvolver, ou não. Tenho um objetivo simples para o blog: aumentar o número de leitores, mantendo o blog fiél ao que tem sido.

Desejos? Os mesmos de sempre: saúde e felicidade para mim, mas principalmente para os meus, que merecem muito.
2014 foi um ano bom; fiz muitas coisas pela primeira vez. Só peço que 2015 seja igualmente bom, e que passe um bocadinho mais devagar nos momentos bons.

A todos um Feliz Ano Novo e que os vossos desejos se concretizem. Façam por isso!

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1 comentário :

  1. Também não acho a passagem de ano, Aquela noite. Para mim, o melhor do ano, é mesmo natal ;D

    Agora vais poder compensar todo esse tempo com o D :)

    Feliz Ano novamente com muita esperança em dias melhores, muita saude e amor :). Tudo de bom! Beijinhos

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