O lado menos glamoroso

terça-feira, janeiro 27, 2015 Ariadne 1 Comments

Andar a cavalo é glamoroso. É, não há como negar; isto é, quando é bem feito, quando se sabe montar, se tem confiança, se tem experiência. O animal tem um porte espetacular, majestoso, com um orgulho próprio; o cavaleiro tem uma ligação muito forte com o cavalo e juntos fazem magia.
Apesar de ser uma principiante e ser tudo menos elegante, especialmente a fazer trote, já vou sentindo a ligação com o cavalo. Sinto uma liberdade incrível quando estou a fazer galope, mesmo que não o faça totalmente bem e com um medo muito, muito pequenino; o vento, a força nas patas do animal, o impulso, o controlo, a expetativa. É incrível; difícil, mas divertido.

Agora, não é tudo bonitinho. Já mostrei fotos das minhas botas, todas lamacentas. Não é só lama, mas provavelmente excrementos também (nas solas).  Mas o pior, é o cheiro. Ora, enquanto lá estou, é tudo uma maravilha, não sinto qualquer cheiro, não me importo de estar suja e de sujar as mãos e unhas; sempre tive um bocadinho de maria-rapaz no sangue. Agora, quando chego a casa, ou mesmo ao carro, ui!! Ao princípio ainda se suporta, mas conforme o tempo vai passando, a fome se vai instalando (fico lá uma série de horas e nunca sinto necessidade de comer), o cheiro está tão entranhado que se torna enjoativo e menos suportável. Fica entranhado nas unhas e nas narinas. Esfrega, esfrega, esfrega, mas parece que ainda cheira.
Enfim, é um pequeno preço a pagar e, honestamente, não me incomoda muito.


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