Oh Motivação, onde andas tu?

quarta-feira, março 11, 2015 Ariadne 0 Comments

Chegam fases da nossa vida onde, inevitavelmente, temos menos motivação, seja para o trabalho, para os estudos, para praticar exercício físico, para terminar uma tese de mestrado (sim, Fon, esta é para ti).
Devo confessar que estou a entrar numa destas fases; no trabalho não tenho objetivos e é difícil realizar certo tipo de tarefas quando sabemos que não vamos ser reconhecidos, apreciados, ou recompensados. Sei bem que um bom profissional faz o seu trabalho sem esperar nada em troca, mas é duro.
 
É nestas alturas que ligo o pc, ou tablet, chego ao Google e escrevo "Dicas de Motivação" e aparecem-me milhares de páginas. Eu, Ariadne, me confesso: passo mais tempo a ver do que a praticar. Oh, e isto é válido não só para dicas de motivação, como de exercício, estilo de vida saudável, parar de procrastinar, maquilhagem. A prática traz resultados, mas meter em prática dá muito trabalho para uma preguiçosa nata.
No entanto, desde que comecei a partilhar as minhas pesquisas aqui convosco, que tenho tentado mais coloca-las em prática e quando o faço, até resultam (pelo menos para mim; cada um deve adaptar à sua pessoa!).
 
A série de dicas de hoje vai ser sobre arranjar motivação no trabalho.
 
 
» Encontrar significado nas tarefas realizadas
Ora, aqui está o ponto fulcral da questão. Esta dica diz acreditarmos que o nosso trabalho tem impacto, que importa em algum grau. Eu atualmente já não acredito nisto. O público é cada vez mais desrespeitoso e eu deixei de ver razões para ter mais do que a paciência mínima para sorrir e ser mais do que bem educada para pessoas que nos tratam mal e não respeitam o nosso trabalho.
 
» Variar o tipo de trabalho
Evitar fazer o mesmo tipo de trabalho, todos os dias, da mesma forma. Este tipo de rotina vai criar aborrecimento, devendo criar tarefas diferentes todos os dias, ou pelo menos variar a ordem pela qual temos de, obrigatoriamente, realizar aquelas tarefas.
 
» Feedback
Perguntar ao patrão ou colegas o que está a achar do nosso trabalho, e o que podemos fazer para melhorar. No meu caso é simples: sorrir mais para as pessoas.
 
» Autonomia
Apesar de termos certas tarefas em mão, podemos determinar como as realizar para um maior sucesso e satisfação pessoal.
 
» Encontrar aquilo que nos apaixona e lutar arduamente para o conseguir
Mas isto nem sempre é possível, não é verdade? Tudo tem o seu tempo, e por vezes, para conseguirmos o outro emprego que desejamos mais, temos de permanecer um pouco mais no lugar onde estamos para que (quase) todas as condições se reúnam para irmos à luta. No entanto, quando se gosta do que se faz, o tempo voa e as adversidades parecem muito menores; lembro-me bem dos primeiros 6, 7 meses na farmácia - estava felicíssima.
 
» Ser grato e recuperar o entusiasmo inicial
Apesar de estarmos numa fase de desmotivação, se já estamos naquele trabalho que queríamos, é necessário parar e pensar na sorte que temos e agradecer (nem que seja a nós mesmos), por termos conseguido alcançar o que outros não conseguiram, mais que não seja por não se terem esforçado. Ainda me lembro perfeitamente do meu entusiasmo inicial pelo que ia começar a fazer; ia trabalhar em farmácia, algo que adorava. Agora, continuo a gostar de farmácia, no entanto o público é tão ruim que é difícil continuar; o respeito é algo muito bonito, e é-me difícil voltar a sentir aquele entusiasmo.
 
» Novos desafios e objetivos
Estou a estabelecer novos objetivos e são esses que ainda me mantêm focada no trabalho. Sem ter algo em vista, algo que é necessário alcançar, os dias tornam-se simplesmente cinzentos e desfocados, com o tempo a passar muito lentamente e sem significado. A vida é demasiado curta para desperdiçar demasiados dias assim!
 
» Nunca parar de aprender
Estagnei aqui há algum tempo. Quando o trabalho na farmácia é muito repetitivo, a tendência é mesmo esquecer outros conhecimentos. A mente torna-se preguiçosa e para arrancar novamente é difícil. Estabelecer metas diárias e semanais de novos conhecimentos ajuda a não enferrujar e a não parar de aprender. Conhecimento é poder.
 
» Cumprir os objetivos
Estabelecer objetivos é importante, mas é mais importante fazer seja o que for necessário, nomeadamente estabelecer e cumprir um plano, para alcançar os ditos objetivos. Estes não podem simplesmente ficar escritos; não é a olhar para o que escrevemos e a ficar à espera que as coisas vêm ter connosco. É chato, mas é preciso trabalhar para ganhar.
 
» Felicitações a nós próprios
É também necessário dar uma força ao ego e dar-nos os parabéns quando atingimos certos patamares da nossa luta pelos objetivos. Mais do que "mandar para baixo", é preciso sempre ter a moral levantada.
 
» Manter o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho
Esta sim, é uma das chaves para o trabalho correr melhor. Se tivermos problemas em casa, devemos mantê-los afastados do trabalho, mas é claro que isto não acontece. Os problemas afetam o nosso humor e o nosso desempenho. Trabalhar demais também não é saudável; descuramos os amigos, não estamos focados em casa e no momento de descontração.
 
» Pensar positivamente
Não é por estarmos sempre a pensar que o trabalho é mau, ou que vamos ter um mau dia, que vamos impedir que isso mesmo aconteça. A negatividade atrai mais negatividade. É preciso um grande esforço, mas é necessário ver o lado positivo de certas experiências, e tentar pensar que o dia vai melhorar.
 
» Comer e dormir bem
Se estivermos descansados e nos sentirmos bem fisicamente, o trabalho tende a ser menos difícil. Agora, se formos trabalhar com sono, a paciência e capacidade de focar é menor, e se tivermos fome durante muito tempo, a probabilidade de ocorrência de quebras glicémicas é maior, para além do facto de estarmos sempre a parar para comer ou beber café, retirando produtividade ao trabalho.

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