Combatendo a ansiedade - Partilhar experiências

terça-feira, janeiro 12, 2016 Ariadne 19 Comments

Este é um tema muito pessoal para mim, como muitos de vocês já sabem. A ansiedade em mim começou a manifestar-se verdadeiramente no terceiro ano da faculdade, altura em que tive um esgotamento e me levou à toma de medicação antidepressiva e calmante. O pior nessa altura não foi a sensação de não conseguir viver, de sentir um peso em cima do peito de cada vez que respirava, de sentir a garganta a fechar, o mundo a fugir, o medo de morrer. O pior foi mesmo ver a sensação de incapacidade e impotência no olhar da minha mãe, o não saber reagir no olhar do D*, o sentir que não estou a fazer o suficiente no olhar dos meus amigos. O pior foi ver todos aqueles que me são tudo definharem um pouco também à medida que eu ia abaixo e isso é algo que eu nunca mais quero ver.

Falar em ansiedade deixa-me ansiosa. Eu sei, mas à medida que escrevo este post sinto um aperto pequenino na garganta e o olhar a querer estreitar. Mas combater a ansiedade é mesmo um dos meus grandes objetivos deste ano, porque eu sinto que o stress está novamente a acumular e o corpo não está a reagir bem, o que origina mais ansiedade. E pretendo tomar uma série de medidas para tomar as rédeas e não deixar que o medo me paralise; ele pode continuar lá, é normal que continue lá (simplesmente não desaparece em pessoas ansiosas), mas deve ficar bem no fundo da mente, não na frente. 

Hoje não venho falar de mim, nem das minhas ansiedades (que são muitas, pelas mais pequenas coisas, pelas mais insignificantes coisas para alguns). Hoje venho partilhar algumas experiências de outras pessoas. Algo que sempre me ajudou foi ver vídeos de outras pessoas que também sofrem com ansiedade, ver as partilhas delas, as suas dicas, as suas experiências. Neste campo, apesar de saber bem que não estou sozinha, é sempre bom ouvir/ler/ver as partilhas de quem também sofre, porque não basta dar dicas de como relaxar, de como combater o stress; é preciso ter noção do que está por trás.





19 comentários :

  1. Não é fácil, mas não é impossível, é preciso muita força de vontade :)
    beijinho*

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    1. Pois é, força de vontade é mesmo o que falta muitas vezes. Força de vontade para batalharmos

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  2. Acho muito importante teres partilhado isto :)
    Beijinho*

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    1. Obrigada Minnie. Achei que estava na altura de falar a sério sobre a minha ansiedade, porque se há coisa que sempre me ajudou foi ver as partilhas de outros, e assim funciona como uma espécie de terapia

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  3. Eu Esta Quinta vou ao médico e vou tentar perceber o que tenho. Depressão, ansiedade ou ataques de pânico.
    Não sinto vontade de morrer, ou não sinto que vá morrer, mas sinto a garganta fechar-se. E muitas vezes nada se passa e tenho um ataque.
    Ainda Domingo tive um e tive que tomar o meu SOS. Já não tomo como tomava e para mim é uma vitoria, mas preciso deles. Se vou precisar a vida toda, não sei. Mas neste momento preciso. O coração começa a bater mais rápido e não sei porquê. Começa a garganta a fechar e não sei porquê. A respiração fica irregular.

    Compreendo bem o que descreveste. Para mim ainda é tudo novidade. A ver vamos. Beijocas

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    1. Para a mim, a grande agravante, foi não saber o que estava a sentir. Eu não sabia que eram ataques de pânico, eu pensava genuinamente que tinha alguma doença que se estava a revelar e me estava a matar... Fui muitas vezes para a urgência médica, fui a um psiquiatra e mais tarde a um outro médico e foi uma médica super compreensiva que me ajudou.
      O que te aconselho é falares com quem te é mais próximo e pedires a alguém para ser a tua 'bóia', alguém a quem podes ligar quando te começares a sentir assim

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  4. Querida como te entendo. Ao ler também comecei a sentir alguns sinais, também me deixa ansiosa.

    Ainda esta semana vou partilhar no blog o porquê dos meus ataques de ansiedade.
    Vou seguir!

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    1. Obrigada! É sempre bom partilharmos histórias para vermos que não estamos sozinhas.

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  5. Eu nunca tive um verdadeiro ataque de pânico, mas há uns anos fui ao médico com queixas respiratórias (sentia necessidade de respirar fundo a toda a hora, parecia que não havia ar que chegasse!) e até fiz exames médicos para ver se tinha asma... o médico que avaliou os resultados foi o primeiro que me falou em ansiedade (coisa que eu não levei a sério) mas a verdade é que ele é que estava certo... demorei algum tempo para admitir!

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    1. A vergonha pode ser muito importante quando tentamos lidar com a ansiedade. Na altura não contei a praticamente ninguém e só falei a sério do que tive talvez um ano depois de ter sido diagnosticada. Tinha vergonha do que as pessoas podiam achar por ser tão nova e estar a tomar medicação tão pesada; no fim, as pessoas a quem contei, amigos e familiares, foram super compreensivas e nunca riram do que eu andava a passar

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  6. Já tive ansiedade, hoje está mais controlada. No entanto, não me revejo nestes relatos (já tinha visto os da Meghan e da Zoe) porque eu nunca chegava a ter ataques de pânico. Simplesmente se soubesse que iria estar numa situação de nervosismo não conseguia ir. Quase faltei à defesa da minha dissertação de mestrado por causa disso! Felizmente há comprimidos para tudo =P

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    1. Pois é Nádia, hoje em dia há muita medicação; eu também já a tomei. Mas eu conheço os perigos e se há coisa que eu não quero voltar a tomar é medicação para a ansiedade ou depressão; há casos em que é mesmo necessário e tem de ser, o corpo precisa dessa ajuda para recuperar, e não é vergonha nenhuma, mas também pode tornar-se numa ilusão e eu conheço muitos casos em que as pessoas já não são capazes de viver sem esse tipo de comprimidos, simplesmente porque têm medo.

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  7. que tudo corra pelo melhor, não acredito que a medicação seja a solução até porque me licenciei em Psicologia e penso que devidamente tem de ser um profissional desta área a conseguir chegar com a pessoa junto da verdadeira questão do problema, não é apenas com medicação que se chega ao resultado correcto. um beijinho e lembra-te que somos nós que conquistamos o melhor para nós, somos os nossos próprios impulsionadores de força ! :D

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    1. obrigada Diana. sim, há de correr tudo bem, temos é de ter a mentalidade para conseguirmos fazer isso mesmo :)

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  8. Vais conseguir, és uma rapariga forte e tens o apoio de toda a gente à tua volta :)
    r: acho que fazes bem, e para além de tirares um peso de ti podes também ajudar outras pessoas!

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    1. Obrigada pelo apoio :) a ideia é mesmo essa: terapia e ajudar os outros ;)

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  9. Ola lindona !
    Me identifiquei muito com o Post, Tbm tenho problemas com a ansiedade e tento sempre combate-la diariamente, mais percebo que o que mais tem me ajudado e a pratica de exercícios como caminhada e corrida é muito libertador e relaxante,sem contar que faz um bem danado pra saúde .
    Beijos minha linda te desejo muita força e apoio!
    Ganhou +1 leitora (EUzinha aqui hahah),caso queira conhecer o meu Blog :
    http://www.laiannysantos.com/

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    1. Reconheço os benefícios do exercício físico em todos os aspetos da nossa vida, mas, aiiiiii!, a preguiça!!!.......... Devia ter vergonha, eu sei. Sou super preguiçosa, e sei que me faz bem, mas aborrece-me tanto. No entanto, eu sei que o que custa é começar e manter, depois já não custa praticar, mas o início... A ver se muda, nem que seja um pouquito (hehhe).
      Obrigada pelo apoio! :)

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  10. Senti-me muito ansiosa nos momentos finais da minha dissertação de mestrado. Foi no fim do ano passado. Nesses dias, anteriores à entrega, sentia fortes dores de cabeça, dificuldade em respirar, dores no peito quando respirava. Cheguei a ir às urgências. Depois na apresentação já estava mais calma.

    Acho que a ansiedade advém do nosso medo e do nosso pensamento. Nunca me tinha sentido assim, em toda a minha vida. Foi a primeira vez. Mas passou... A ansiedade penso que se intensifique quando não descansamos o suficiente, quando há alguma coisa na nossa cabeça que nos atormenta. Aprendi com o tempo que temos de tentar desvalorizar as coisas. Seguir em frente... mesmo que tenhamos medo de errar, ou mesmo que achemos que não estamos totalmente preparados, ou até porque temos medo de errar.

    Tentar desvalorizar, respirar fundo, pensar em coisas positivas e sobretudo acreditar que tudo vai correr bem (mesmo quando parece que tudo vai correr mal). Ver o lado bom das coisas em primeiro lugar.

    A actividade física também ajuda. Andar kms junto ao mar sozinha ou acompanhada, correr, ir para o campo, ou ir para a baixa de Lisboa ver o Tejo. Isto são coisas que costumo fazer! :)

    Não conheço toda a tua história, mas deixei aqui um comentário face à minha experiência.

    (obrigada pelo teu comentário no meu blog!)

    Sorrisos e Beijinhos para ti! :)

    http://valete-de-ouros.blogspot.pt

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