[10 de Abril de 2016 - Parte I]

terça-feira, julho 19, 2016 Ariadne 1 Comments

Está na hora de começar a escrever sobre este assunto. Até agora tenho vindo a adiar, um pouco por preguiça, um pouco por ter receio de acreditar que está finalmente a acontecer.

Esta decisão ficou finalmente tomada. Vamos mesmo viver para Inglaterra, e se tudo correr bem, em Julho ou Agosto vamos. Começámos a falar a sério sobre o assunto em meados de Março. Mais ou menos ao mesmo tempo em que a decisão ficou a meio caminho, veio a nossa viagem a Norwich. Fomos com dois propósitos claramente expressos: visitar os nossos amigos, matar saudades, e conhecer um pouco o estilo de vida, ver custos de supermercado, casa, etc. O D* ficou completamente deslumbrado e eu fiquei com medo, medo de ele não gostar de se mudar para um sítio tão pacato, medo de não nos adaptarmos, mas também tive a certeza de que eu vou me adaptar bem e que vou ser feliz. Não logo, não enquanto estamos no ano de adaptação, mas depois sim.

Eu não vejo a mudança para Inglaterra como mudar para o fim do mundo; com os transportes que hoje temos, é quase como uma viagem do Algarve a Lisboa de comboio. Para mim não é tanto mudar para outro país, mas como apenas para outra cidade, em que ‘por acaso’ se fala outra língua. Para a minha sogra está a ser difícil; para a minha família, nem tanto, porque não é a primeira vez que me ouvem falar do assunto.

De minha parte, sinto-me segura, confiante e calma em relação a esta decisão. Tenho alguns receios, mas é por isso mesmo que sei que é a decisão certa e que devo ir em frente. Acho incrível como não me sinto ansiosa em relação a nada, pelo menos por agora.

Enviei os documentos na quinta feira; passei as minhas férias a tratar dos documentos necessários para me inscrever no General Pharmaceutical Council (GPhC). Quando comecei, já tinha a maior parte dos documentos; onde foi mais difícil/chato foi na notária, parecia que me queriam dificultar a vida, estavam sempre a dizer que não era assim que as coisas se fazem em Portugal. Tipo, ok, já sei, mas isto é para outro país, é normal que eles queiram as coisas à maneira deles, não me coloquem impedimentos!! Na tradutora em Faro também foram espetaculares, traduziram tudo rapidamente (três dias úteis), detetaram erros da notária. Em dias úteis, penso que, entre preparar, traduzir, certificar, enviar papéis, demorou seis dias úteis. O GPhC demora cerca de um mês a dar-me o ok, por isso vou ver se aproveito esse tempo para estudar a sério; já fiz uma lista do que preciso estudar, e tenho mesmo de me aplicar para não ser super difícil quando chegar a Inglaterra, apenas difícil. A ver se me disciplino e se há certas coisas que posso estudar na farmácia nos momentos mais calmos, algo que não me denuncie.

Essa também é outra questão. Não pode haver zum-zum que nos vamos embora do país, porque continuamos a ter despesas e nos nossos trabalhos, quando se sabe de um lado, sabe-se logo do outro porque, para além de o mundo ser pequeno, a mulher do patrão do D* trabalha comigo. Já acordámos que, no momento de contar, contamos ao mesmo tempo nos dois lados. Também já ficou falado, não propriamente decidido, que, caso um de nós encontre trabalho primeiro que o outro, vamos ao mesmo tempo; despedimo-nos ao mesmo tempo.

1 comentário :

  1. Que bom que bom que bom que está tudo encaminhado :)
    É bom saber que estão juntos mais uma vez.
    TENS MUITA SORTE
    Beijinho*

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